J4 Agropecuária

Brahman J4: Sinônimo de carcaças e carne de qualidade

Na pecuária moderna, um sistema de produção eficiente não é apenas produzir animais ganhadores de peso, mas animais que produzam carne em quantidade e qualidade.

A raça Brahman é mesmo um gigante na produção de carne, uma excelente opção para ser utilizada em sistemas de produção que objetivam a produção de carne de qualidade.


 

A J4 Agropecuária, situada no extremo norte de Minas Gerais, a 700 km de Belo Horizonte, no município de Gameleira, dedica a criação da raça Brahman desde 2001. Além das fazendas Belvale e Topazio Imperial, a J4 possui uma unidade no município de Betim, a fazenda Santa Rita. Antes voltada para a criação comercial de gado de corte, descobriu nos touros Brahman uma ótima opção para os cruzamentos com o gado comercial, o que despertou a atenção para a raça. As fazendas do sertão mineiro possuem uma área de pasto de 5.000 ha e conta com um rebanho de 1.000 cabeças PO. As fazendas têm como prioridade a criação integrada com a preservação ambiental, neste contexto, impressiona a rusticidade da raça Brahman, criado exclusivamente em pastos de Braquiaria decumbens e Brizanta. O escore corporal das vacas, em pleno mês de setembro, auge da seca, é de encher os olhos. As temperaturas, nesta época, oscilam entre 24 e 40 graus, numa região em que as médias pluviométricas não passam de 700 mm anuais. “Os touros são vendidos, entre 20 e 30 meses, conseguimos um ganho médio, á pasto, de 900 gramas nas águas e 300 gramas na seca. As fazendas da J4 utilizam, em parte do rebanho de matrizes, a monta natural com excelentes índices de prenhez, e coleciona satisfação, entre os clientes que adquirem seus touros. Além da excelente carcaça, o que mais impressiona é a rusticidade nas condições climáticas adversas do sertão norte mineiro. Com seleção de touros voltada para acabamento precoce de carcaça, a J4 se orgulha de produzir touros que saem do norte de minas, em condições adversas, e são capazes de cobrir vacas em qualquer região do Brasil.
 
Alcançar esses objetivos de quantidade com qualidade da carne, só é possível associando genética superior, manejo nutricional, sanitário adequados e ainda de uma proposta séria de trabalho. Dentro desse contexto, a Agropecuária J4 sai na frente e se destaca na criação de animais produtores de carne de qualidade. O abate técnico realizado em agosto deste ano, mostrou que a J4 está no caminho certo na busca pela produção de carcaças e carne de qualidade. Foram abatidos 20 animais Brahman puros, criados exclusivamente a pasto, refletindo exatamente o perfil dos animais que são abatidos nos frigoríficos brasileiros. O abate foi supervisionado pela professora Dra Lara Macêdo Bonfim (Medicina Veterinária da PUC-MG) e os resultados foram surpreendentes.
 
Os animais da J4 obtiveram média de peso de carcaça quente de 22 arrobas, com um rendimento de carcaça médio de 54%, excelente, considerando o manejo exclusivo a pasto. Alguns animais chegaram a apresentar rendimento de carcaça superior a 57%, valores geralmente alcançados apenas por animais de cruzamento industrial e/ou animais terminados em confinamento. O rendimento de carcaça é geralmente o primeiro índice a ser considerado e, embora reflita a quantidade total de carcaça em relação ao animal vivo, sua acurácia como um indicador de composição de carcaça é questionável e deve ser vista com cuidado. Apesar de ser uma medida bastante valorizada por produtores, o rendimento de carcaça não pode ser considerado isoladamente, pois não é um indicador preciso da qualidade da carcaça. 
 
Maiores rendimentos de carcaça podem não refletir seu rendimento em carne, uma vez que a carcaça é composta de carne, ossos e gordura, além desse parâmetro ser altamente afetado pelo número de horas de jejum às quais os animais foram submetidos antes do abate e ainda pela dieta do animal, tempo de sangria e principalmente pelos pesos de componentes como vísceras, cabeça, mocotós e couro. Portanto, o rendimento de carcaça não deve ser avaliado de maneira isolada, mas sempre associado a outras medições mais precisas, como por exemplo, o rendimento em cortes cárneos (traseiro, dianteiro e costela ou ponta de agulha) e o rendimento total em carne, que são medidas confiáveis e, conseqüentemente, ditam o valor comercial da mesma para a indústria frigorífica. Atualmente, o rendimento em cortes cárneos tem sido o parâmetro mais desejado e valorizado por parte da indústria frigorífica, por refletir a quantidade real de carne comerciável da carcaça.
 
Nesse contexto, os animais avaliados expressaram toda a sua superioridade. Antes mesmo das avaliações dos parâmetros mencionados, já chamava a atenção no momento do abate o perfil de conformação convexa das carcaças, evidenciando o grande desenvolvimento das massas musculares (musculosidade), sobretudo na região do traseiro, onde se encontram os cortes nobres de maior valor agregado da carcaça.

Os animais avaliados apresentaram rendimento médio de traseiro especial, dianteiro e ponta de agulha, respectivamente, 48%, 36% e 13%, sendo que rendimentos comumente encontrados para animais Nelore de mesma idade são da ordem de 46-47%, 38-39% e 14%, respectivamente, para os mesmos cortes. Esses números mostram que os animais Brahman têm um maior rendimento em traseiro especial, o que é economicamente mais desejável, uma vez que nessa região se encontram os cortes nobres e de maior valor agregado da carcaça, como contra filé, alcatra e filé mignon. Portanto, esses animais produzem a carcaça mais desejada e valorizada pela indústria frigorífica, que é aquela que apresenta menores rendimentos em dianteiro e costela e maiores rendimentos em traseiro especial. Outra característica de destaque foi a excelente cobertura de gordura das carcaças. A média para essa característica foi de 10 mm de gordura, mas alguns animais chegaram a apresentar até mais de 10 mm de gordura de cobertura. Além disso, a gordura se apresentou uniformemente distribuída por toda a carcaça, o que é fundamental para a qualidade da carne, pois “protege” a mesma durante o resfriamento em câmara fria, evitando a ocorrência do “encurtamento pelo frio”, que pode levar ao endurecimento da carne. Outra vantagem de se ter uma cobertura de gordura uniforme nas carcaças é minimizar as perdas de peso que ocorrem durante o resfriamento, a chamada “quebra” de câmara, que pode chegar a 3% em carcaças com cobertura de gordura escassa, mas nos animais avaliados se manteve próximo de 1%.
 
Colaborar para que o Brasil mantenha a posição de destaque no mercado internacional, como maior exportador mundial de carne bovina é um dever de todos os pecuaristas e demais elos da cadeia da carne. Mas mais do que isso, é preciso lançar mão de recursos que permitam que a raça brasileira seja também internacionalmente conhecida por sua qualidade. E um dos recursos pra mudar a “cara” da carne brasileira diante do mundo é a utilização da raça Brahman, que une adaptabilidade à produtividade, surpreendendo na produção de carcaças de peso e carne de qualidade.
 
Reprodutores da raça Brahman para colocar em sua vacada na estação de monta você, pecuarista, pode adquiri-los na J4 Agropecuária, animais bem adaptados ao clima tropical e pastagens. Com certeza irá aumentar no produto final rendimento e qualidade de carcaça.


Lara Macêdo Bonfim é Médica Veterinária, Mestre em Tecnologia e Inspeção de Carnes (UFMG) e Doutora em Zootecnia (UFMG). Professora das Disciplinas Tecnologia e Inspeção de Carnes e Derivados do Curso de Medicina Veterinária da PUC Minas e Coordenadora do Curso de Especialização em Higiene e Tecnologia de Produtos de Origem Animal da PUC Minas. Contato: lara.bonfim@hotmail.com
J4 Agropecuária Empreendimentos LTDA.
Betim - MG. - Fone:(31)3592-0007 - (31)9396-0550 -  (38)9810-0004 - j4@j4.com.br